MME sinaliza retomada de investimento em Hidrelétricas

Brasília, 22 de agosto de 2025 – Em um momento considerado histórico para o setor elétrico brasileiro, a Abrage esteve presente hoje na cerimônia que celebrou os investimentos para a retomada da indústria hidrelétrica no país. O evento ocorreu logo após a realização do Leilão A-5, que contratou 815,6 MW de potência de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), marcando um passo decisivo para o fortalecimento da matriz energética nacional.

O Leilão A-5, conduzido pela CCEE, contratou 815,6 MW de potência de PCHs e CGHs. e UHE A operação negociou um montante de R$ 26,4 bilhões e os novos empreendimentos, com início de suprimento em 2030, reforçam o papel da fonte hídrica. A presença da Abrage na cerimônia e a participação de suas associadas reforçam o compromisso do setor com o crescimento sustentável.

Durante o evento, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sinalizou em seu discurso que tem conversado com o Presidente Lula sobre a necessidade de retomada das grandes hidrelétricas no Brasil, citando o aumento da cooperação com a Bolívia para aproveitar o potencial do Rio Madeira. Ele também anunciou o aguardado lançamento da consulta pública para o Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) até a próxima segunda-feira, 25 de agosto, uma iniciativa há muito esperada pelo setor. Caso sejam contratados os 5,5 GW dos projetos cadastrados, o valor de investimentos pode chegar a 10 bilhões para ampliação das usinas existentes.

A visão estratégica da hidreletricidade foi ampliada por Alessandra Torres, presidente da ABRAPCH, que defendeu que o tema vai muito além da geração de energia, tocando em questões de segurança nacional, hídrica e até alimentar. “Temos de enfrentar o discurso ambientalista míope que é feito contra as hidrelétricas. Criar novos reservatórios, não é impactar, é criar disponibilidade hídrica, é riqueza”, afirmou. Ela destacou ainda que as discussões em andamento no Congresso Nacional, com as medidas provisórias que abordam o tema, criam uma janela de oportunidades para solucionar problemas antigos, como o leilão do GSF. “Confiamos no MME para uma expansão expressiva da hidreletricidade no Brasil, país com mais de 11% da água doce do mundo e um potencial enorme ainda a ser explorado”, concluiu.

A realização bem-sucedida do leilão e o clima de otimismo demonstrado no evento reforçam o papel central da hidroeletricidade como um pilar essencial para o futuro energético do Brasil, conjugando desenvolvimento econômico, criação de empregos e segurança para o setor.

 

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