Destaque na COP 30: Abrage e IHA unem forças para promover a hidroeletricidade

A Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage) terá participação de destaque na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá em Belém do Pará entre 10 e 21 de novembro de 2025. Em um momento crucial para a agenda climática global, a Abrage se unirá à International Hydropower Association (IHA) para reafirmar o papel estratégico e estruturante da energia hidrelétrica na transição para um futuro descarbonizado.

Em um cenário político onde a organização da Cúpula de Líderes foi antecipada para os dias 6 e 7 de novembro – uma mudança de formato em relação a edições anteriores, visando liberar tempo para os negociadores se dedicarem a decisões climáticas complexas –, a conferência em Belém se consolida como ambiente decisivo para o avanço da transição energética.

As discussões na COP 30 serão focadas em metas de curto e médio prazo, incluindo o debate sobre triplicar a capacidade global de energias renováveis até 2030, duplicar a eficiência energética e consolidar o Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis (Belém 4x), uma coalizão liderada por Brasil, Itália e Japão que busca quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.

Hidreletricidade Sustentável em Foco

A Abrage foi convidada para participar, junto à IHA, do painel “O papel da energia hidrelétrica sustentável na transição para energia limpa na América Latina”, realizado no Global Renewables Hub, no sábado, 15 de novembro. A Associação evidenciará o valor estratégico das usinas hidrelétricas, a experiência brasileira e as oportunidades para ampliar sua contribuição ao desenvolvimento sustentável.

A Abrage levará para o debate global uma visão abrangente e afirmativa da hidreletricidade, que vai muito além da geração de energia. Além de ser uma fonte limpa, sua capacidade é fundamental para a resiliência do sistema e para o desenvolvimento sustentável. Serão abordados temas como Flexibilidade Operacional, Armazenamento Natural, Cortes de Geração (curtailment) e Sistemas de Armazenamento de Energia Hídrica (SAEH) como solução para ampliar a integração eficiente das renováveis. Também será destacada a relevância do Uso Múltiplo da Água (controle de cheias e secas, navegação e transporte, lazer e turismo) e as leis recentes que modernizam o setor elétrico brasileiro, apontadas como referência regulatória para otimizar a operação e a expansão sustentável da matriz.

A importância da fonte hídrica ganhou ressonância adicional com a declaração de Fatih Birol, diretor executivo da International Energy Agency (IEA), que endossa a pauta defendida por Abrage e IHA:

“A energia hídrica ainda é ‘a gigante esquecida da eletricidade’ — e essa realidade precisa mudar.”

Em consonância com os debates do painel, Birol destaca em posicionamento da IEA a urgência em reconhecer o papel fundamental das hidrelétricas. O posicionamento reforça que, embora seja uma fonte limpa, renovável e crucial para a segurança e a estabilidade do sistema, o potencial da hidreletricidade segue subaproveitado globalmente.

A mensagem é clara: para que o mundo alcance as metas climáticas, é imperativo que a comunidade internacional coloque a energia hidrelétrica sustentável no centro da estratégia global, garantindo que este “gigante esquecido” exerça plenamente seu papel essencial na transição energética.

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