CPO e CRC reúnem especialistas para debater o planejamento da operação eletroenergética, a regulação e a comercialização de energia

CPO e CRC reúnem especialistas em Belo Horizonte para debater o futuro da operação e do mercado de energia

 

Belo Horizonte recebeu, nos dias 20 e 21 de outubro, o encontro presencial dos Comitês de Planejamento da Operação Eletroenergética (CPO) e de Regulação e Comercialização (CRC) da Abrage. Recepcionado pela Aliança Energia, o evento reuniu mais de sessenta (60) técnicos do setor elétrico em dois dias de debates sobre os temas que vão moldar os próximos anos da geração hidrelétrica no país.

A programação começou com quatro das principais instituições do setor. O Secretário Executivo-Adjunto do MME, Fernando Colli, apresentou o andamento dos atos normativos necessários para colocar em prática as inovações da Lei nº 15.269/2025. Após a promulgação da lei, o MME identificou dois temas como prioridades absolutas de regulamentação: o Termo de Compromisso de Curtailment — por ser urgente e não ter sido previsto na proposta original — e o Decreto de Abertura do Mercado Livre, por ser o gargalo que condicionava o trabalho subsequente da ANEEL e da CCEE.

“A prática adotada foi de garantir que novos processos de consulta pública fossem abertos apenas após a publicação dos atos referentes às prioridades anteriores, evitando a percepção de que o ministério discutia muito e entregava pouco”, explicou Colli.

Na sequência, Marcelo Prais, Gerente Executivo do ONS, falou sobre o desenvolvimento e o aprimoramento dos modelos computacionais que sustentam o planejamento, a programação e a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Priscila Kemparski, Gerente Executiva da CCEE, tratou dos desafios da evolução da comercialização de energia, como o monitoramento prudencial, a gestão de riscos e o avanço do mercado livre. Para fechar o dia, Felipe Calabria, Superintendente da SGM/ANEEL, apresentou os temas de geração e mercado que integram a Agenda Regulatória da ANEEL para 2026–2027.

O segundo dia foi dedicado à troca de experiências entre as empresas associadas. Em dois painéis, Axia Energia, Aliança Energia, Copel, Itaipu Binacional, Neoenergia e Engie apresentaram estudos e práticas sobre temas que estão no centro da agenda do setor: a contabilização de energia, a gestão de portfólio de comercialização, a implantação de usinas hidrelétricas reversíveis no SIN, os requisitos de suprimento de Itaipu, o rateio do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP) diante da abertura do mercado livre e a coordenação da micro e minigeração distribuída com a operação do sistema.

São debates que vão além da troca técnica. Em um momento de profundas transformações no setor elétrico, com expansão das fontes renováveis variáveis, abertura do mercado e novas regras em implementação, compartilhar experiências sobre esses temas é essencial para aprimorar a gestão dos ativos de geração, antecipar riscos e garantir a segurança e a confiabilidade do suprimento de energia ao país.

Um fórum que aproxima o setor

O encontro reafirmou o papel da Abrage como espaço de integração, diálogo institucional e intercâmbio de conhecimento entre as geradoras associadas e as principais instituições do setor elétrico brasileiro, qualificando o debate sobre temas estratégicos e fortalecendo as relações entre os agentes.

A Abrage agradece à Aliança Energia pela recepção, aos palestrantes e a todos os participantes.

 

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