Em um movimento de articulação institucional e empresarial, representantes das principais entidades e empresas do setor de energias renováveis do Brasil lançaram oficialmente, nesta terça-feira (27/05), em Brasília, o documento “Posicionamento do Setor de Energias Renováveis para as Eleições 2026” — uma carta conjunta que propõe transformar a transição energética em eixo central da estratégia de desenvolvimento econômico do país.
O lançamento ocorreu durante evento promovido pela Global Renewables Alliance, no NAU Lago Sul, reunindo lideranças empresariais, associações setoriais, representantes da indústria, investidores e imprensa nacional.
Com mais de 90% da eletricidade brasileira proveniente de fontes renováveis, o Brasil desponta como uma das maiores potências globais da nova economia energética. A carta apresentada ao debate público defende que essa vantagem competitiva seja convertida em crescimento sustentável, geração de empregos, inovação industrial e atração de investimentos de longo prazo.
Setor defende previsibilidade e expansão da infraestrutura energética
O documento destaca prioridades consideradas estratégicas para acelerar a competitividade brasileira no cenário global da energia limpa. Entre os principais pontos defendidos pelo setor estão:
- Expansão da infraestrutura de transmissão e distribuição de energia;
- Ampliação das soluções de armazenamento energético;
- Desenvolvimento do hidrogênio verde e da eletrificação industrial;
- Maior segurança regulatória e previsibilidade para investidores;
- Integração entre políticas energéticas, industriais e de desenvolvimento econômico.
Segundo Natália Oliveira, o posicionamento conjunto reforça a necessidade de planejamento de longo prazo para consolidar o protagonismo brasileiro na transição energética global.
“Esta carta reúne prioridades concretas e envia uma mensagem clara sobre a importância de incorporar a transição energética à agenda de desenvolvimento de longo prazo do Brasil por meio de diálogo, previsibilidade e compromisso duradouro”, afirmou.
Energia renovável como vetor de desenvolvimento nacional
A iniciativa também reforça o papel estratégico das energias renováveis na geração de empregos qualificados, no fortalecimento da indústria nacional e na segurança energética do país.
Entre os signatários do documento estão importantes associações e empresas do setor, como:
- ABEEólica
- Abrage – Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica
- ABSOLAR
- ABIHV
- EDP
- EDF
- Hitachi Energy
- Vestas
- thyssenkrupp
- Fortescue
A participação conjunta das entidades demonstra o alinhamento crescente entre indústria, geração elétrica, inovação tecnológica e investimentos sustentáveis para posicionar o Brasil como referência mundial em energia limpa.
A Abrage – Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica esteve entre os apoiadores e patrocinadores do encontro, reforçando seu compromisso com uma matriz elétrica cada vez mais sustentável, segura e competitiva.
Oportunidade histórica para o Brasil
Em meio ao avanço global das políticas de descarbonização e à crescente demanda internacional por energia limpa, o setor avalia que o Brasil possui uma oportunidade histórica de liderar a nova economia verde mundial.
Com abundância de recursos naturais, matriz elétrica predominantemente renovável e potencial de expansão tecnológica, o país reúne condições únicas para atrair investimentos, ampliar sua competitividade industrial e acelerar o desenvolvimento socioeconômico de forma sustentável.
“O desafio agora não é apenas expandir geração, mas criar condições para que essa diversidade opere de forma eficiente, segura e sustentável. Isso passa por planejamento coordenado, expansão da transmissão, modernização regulatória, valorização da capacidade e da flexibilidade do sistema e estímulo a soluções de armazenamento.O futuro energético brasileiro dependerá justamente dessa combinação: diversificação de fontes, segurança operativa, expansão da infraestrutura e crescimento econômico. O Brasil reúne os recursos, a experiência e as condições necessárias para transformar sua vantagem energética em uma vantagem competitiva duradoura para o desenvolvimento do país.”
Explicou Marisete Pereira, presidente executiva da Abrage