Documento propõe agenda integrada para manter a matriz elétrica brasileira limpa, competitiva e resiliente até 2050
A Abrage participou, como instituição apoiadora, da elaboração do Relatório Final da Coalizão do Setor Elétrico para a COP30, iniciativa coordenada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável -CEBDS e conduzida tecnicamente pela PSR. O trabalho reuniu mais de 70 empresas e entidades representativas de geração, transmissão, distribuição e consumidores, consolidando uma visão integrada para o setor elétrico no horizonte de 2050.
O lançamento ocorre em momento estratégico: a COP30 já está em andamento em Belém, reunindo governos, empresas e organizações de todo o mundo para avançar na agenda climática global. A Coalizão contribui diretamente para esse debate, oferecendo um roadmap baseado em evidências técnicas e alinhado às metas brasileiras de neutralidade de carbono.
O documento traz três ambições centrais:
- Manter a renovabilidade, competitividade e confiabilidade da matriz elétrica brasileira, que hoje registra cerca de 90% de geração renovável.
- Reduzir desigualdades e impulsionar crescimento econômico por meio da eletricidade limpa, promovendo eletrificação de transportes, indústrias e serviços.
- Posicionar o Brasil como hub global de produtos e serviços de baixo carbono, maximizando oportunidades sociais, econômicas e ambientais.
Entre os diferenciais da matriz brasileira destacados no relatório estão a expressiva participação das fontes renováveis — especialmente hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa — e a robustez das redes interligadas, que permitem alta complementariedade e integração eficiente das renováveis variáveis. O estudo ressalta que a hidroeletricidade, por sua participação significativa e pelo armazenamento natural dos reservatórios, tem papel relevante para sustentar essa complementariedade e a segurança do suprimento.
A Coalizão também identifica desafios imediatos para viabilizar a transição energética: subsídios que distorcem incentivos, sinais de preço pouco eficientes, impactos das mudanças climáticas sobre ativos do setor, baixa priorização da gestão da demanda e a persistência dos sistemas isolados dependentes de combustíveis fósseis.
Segundo estimativas apresentadas no relatório, atender ao crescimento esperado da demanda e ampliar a eletrificação da economia exigirá cerca de 345 GW adicionais de energia limpa até 2050, considerando mínimo custo global e integração eficiente de todas as fontes. Essa expansão, combinada a ajustes de governança e regulação, pode gerar sinergias capazes de reduzir até 176 milhões de toneladas de CO₂ por ano em 2050.
Os documentos completos estão disponíveis nos links abaixo:
* Sumário Executivo
A Abrage reforça sua satisfação em apoiar a Coalizão e contribuir para um debate estratégico em um dos momentos de maior relevância recente para o setor elétrico brasileiro.